História

 

A História do Patronato de Nossa Senhora da Torre remonta ao ano de 1933, concretamente ao dia 10 de Fevereiro do referido ano e às disposições testamentárias de D. Maria Emília Cardoso Castelo.


D. Maria Emília Cardoso Castelo, em fase já avançada da sua vida, tendo como ambição criar uma obra assistencial para dar resposta às necessidades das crianças desfavorecidas da Paróquia e freguesia da Sé, mandou chamar o seu Pároco, Cónego Celestino de Figueiredo, e deu-lhe conta das suas intenções, as quais coincidiam com as preocupações do Pároco da Sé.

A 10 de Março de 1933, a benfeitora D. Maria Emília Cardoso Castelo viria a falecer e a Instituição recebe em deixa testamentária todos os seus bens, que compreendiam uma casa na Rua da Boavista com todo o recheio incluído, uma propriedade rústica, várias jóias e dinheiro. Tais bens viriam a ser entregues a D. António Bento Martins Júnior – Arcebispo de Braga – para a Fundação do Patronato da Freguesia da Sé. 

Em 25 de Março de 1933 foi criada uma comissão para estudar os respectivos Estatutos. Na mesma altura, viria ser o novo Patronato a ser apelidado/baptizado com nome de Nossa Senhora da Torre; este nome teve origem na especial devoção das primeiras pessoas que se encarregaram de o criar.

Na primeira reunião de Direcção, realizada em 30 de Março de 1933, ficou deliberado que o Presidente nato seria o Arcebispo Primaz e o Vice-Presidente o Pároco da Sé. Os primeiros estatutos da Instituição viriam a ser reconhecidos e homologados pelo Estado em 18 de Maio de 1933 e pela Igreja a 16 de Agosto do mesmo ano.

No dia 8 de Dezembro de 1933, data em que actualmente se celebra o aniversário do Patronato Nossa Senhora da Torre, o Patronato foi oficialmente inaugurado “com toda a solenidade”, ficando instalado na Rua da Boavista número 54. 

Com as crescentes necessidades sentidas, cedo se viu que a casa onde a Instituição funcionava era pequena e o Cónego Celestino de Figueiredo decidiu comprar o edifício  Monte Pio, local da actual sede. 

Em Maio de 1938, o Sr. Cónego António José Ribeiro, sucessor do Sr. Cónego Celestino de Figueiredo, comprou o campo contíguo pertencente ao Visconde Nespereira, e a obra desta Instituição foi, assim, crescendo.

No ano de 1962, sob a orientação do Sr. Cónego Manuel de Oliveira Veloso, ainda entre nós, o Patronato registou um significativo crescimento e desenvolvimento materializados em obras de grande dimensão. Foi no decurso do referido ano que se procedeu à aquisição da casa de Fão. Assim surgiu uma oportunidade única para muitas crianças terem férias na praia.

Neste contexto não podemos esquecer a obra e os serviços prestados pelas Irmãs Reparadoras (Irmãzinhas) que nessa altura orientavam a obra do Patronato a nível técnico e administrativo. De acordo com os seus primitivos estatutos, o Patronato de Nossa Senhora da Torre, destinava-se a dar assistência e educação a crianças pobres e a fomentar a formação moral de jovens e adultos. 

Mais de meio século volvido desde a sua criação, o Patronato soube adaptar-se às necessidades e aos desafios que a evolução dos tempos foi trazendo e a sua acção já não se restringe a prestar apoio às crianças pobres; a sua área de intervenção alargou-se a todos os estratos sociais.

 

E se inicialmente a sua acção se ficava pela guarda das crianças mais desfavorecidas, hoje integra na sua acção uma vertente educativa e social de grande relevo, prestando um serviço de qualidade que conta com o trabalho, ajuda e dedicação de técnicos qualificados.

Actualmente, sito no Largo de Santo Agostinho, número 19, da cidade de Braga, em pleno centro urbano, o Patronato conta com uma envolvente comercial e de serviços, cultural e histórica de acentuado relevo.


O Patronato de Nossa Senhora da Torre tem como principal missão contribuir para a integração social de todos os seus utentes, cooperando activamente com a sociedade e respondendo às actuais necessidades sociais e educacionais, prestando uma assistência personalizada a crianças e idosos em estrita colaboração e entendimento
com os seus familiares, respeitando e tendo sempre em atenção e consideração a personalidade e especificidades de cada um.

Assim, os objectivos do Patronato passam por responder de forma adequada aos desafios sócio-educativos das crianças e dos idosos e respectivos familiares.